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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Nanotecnologia cria exame de câncer 300 vezes mais preciso

Agência Fapesp
Nanotecnologia cria exame de câncer 300 vezes mais preciso
Pesquisadores desenvolvem exame capaz de diagnosticar a recorrência de câncer de próstata anos antes do que testes convencionais.[Imagem: FHCRC]

Recorrência do câncer

Um grupo de pesquisadores dos Estados Unidos e Áustria desenvolveu um novo exame capaz de diagnosticar a recorrência de câncer de próstata anos antes do que testes convencionais. A novidade poderá ajudar a identificar sinais de aviso em casos de retorno da doença em pacientes submetidos à cirurgia de remoção da próstata.

A novidade está em uma artigo científico que será publicado esta semana no site e em breve na edição impressa da revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

Nanotecnologia contra o câncer

O método emprega técnicas de nanotecnologia. Chad Mirkin, da Universidade Northwestern, e colegas, usaram sondas feitas de nanopartículas de ouro para detectar o antígeno prostático específico (PSA), um marcador pada a doença encontrado no sangue, em 18 homens.

As sondas levam amostras de DNA e de anticorpos capazes de reconhecer e de grudar no PSA mesmo quando o antígeno está presente em níveis muito baixos.

Com o novo método foi possível observar valores de PSA muito inferiores a 0,1 nanograma por milímetro, o limite dos testes comerciais atuais - 1 nanograma é igual a 1 bilionésimo de grama. Segundo os pesquisadores, o método é cerca de 300 vezes mais sensível do que os testes de PSA disponíveis atualmente.

Terapias pós-cirurgia

Com o novo teste, níveis muito baixos de PSA, que não seriam percebidos pelos métodos atuais, puderam ser detectados em amostras de todos os pacientes submetidos à prostatectomia e analisados.

Em alguns casos, os autores foram capazes de associar uma elevação nos níveis de PSA com a recorrência do câncer, enquanto em outros os níveis mais baixos foram relacionados com a não recorrência da doença.

Os pesquisadores apontam que o novo teste poderá ajudar os médicos a determinar quais pacientes têm maiores chances de se ver livres do câncer de próstata após a cirurgia e quais poderão ter a recorrência. O método também poderá ajudar a monitoras a eficácia de terapias pós-cirurgia, como radioterapia ou quimioterapia.
Fonte:
Diário da Saúde - www.diariodasaude.com.br

URL:http://diariodasaude.com.br/news.php?article=nanotecnologia-exame-detectar-cancer&id=4635

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Alguns "Micos" na historia da Microsoft

Windows 98 é plug and ... oops

Windows 98 foi projetado para ser "plug and play", ou seja, os usuários
podem simplesmente ligar dispositivos como impressoras e scanners em seus
computadores e usá-los imediatamente, sem instalar qualquer software.
Mas a demonstração da Microsoft do que as suas funções na Computer Dealers
Exposition, em Las Vegas em 20 de abril de 1998, não foi tão bem.
Quando o ex-CEO da Microsoft, Bill Gates e seu assistente, Chris Capossela um
scanner conectado ao computador, ao invés de carregar o software do scanner, o
computador encontrou um erro fatal e exibido a "tela azul da
morte".

"Basta ligá-lo", disse Capossela. "Ele vai dizer: 'Ei, eu vejo que você plugado
em um novo dispositivo, e ele vai carregar as drivers apropriados. Você
perceberá que este scanner, Bill ... whoa."
A platéia caiu na gargalhada e aplaudiu. Até Mesmo Gates começou a rir.
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Clippy

O clip de papel desprezado falando é mais conhecido por interrompendo
praticamente todas as tarefas no Microsoft Office, mas Clippy realmente tem o
seu início em uma versão muito esquecida do Windows, o Microsoft Bob.
Em Bob, que estreou poucos meses antes do Windows 95, o assistente de animação
ajudou a orientar os usuários através de tarefas de seu computador. Bob foi um
enorme fracasso, mas viveu na Clippy bug para o inferno fora de todos os que
sempre quizeram escrever uma letra utilizando o Microsoft Word.
Em versões do Office 97 e 2000, se um usuário digitar "Querido", no início de um
documento, o Clippy que aparecerá no canto inferior direito da tela com um balão
de texto que dizia: "Parece que você está escrevendo uma carta . Quer ajudar? "
Clippy também interrompe inúmeras outras tarefas, fazendo com que o
Assistente do Office uma das características mais injuriado Microsoft nunca
tenha dado certo.
A Microsoft começou a mensagem alta e clara no momento de seu lançamento do
Office XP. Em um anúncio em linha para o Office XP, a Microsoft organizou um
disparo falso de Clippy, que disse: "Sabe quem está contratando? Office XP
funciona tão facilmente que ele é feito como assistentes do Office-me inútil.
Obsoletos. E, me disseram, terrivelmente desinteressante ".


Windows Me

Windows Millennium Edition era o sistema operacional da Microsoft emblemático
para os consumidores por apenas 13 meses ... muito tempo, se você perguntar às
pessoas que a usaram.
O sistema operacional foi lançado em setembro de 2000. Usuários relataram
problemas para atualizar seus computadores para o Windows Me e quando eles foram
capazes de atualizar o Me freqüentemente congelou e caiu. Houve inúmeros
problemas de compatibilidade com hardware e software, e eu não fiz sempre gosto
de acordar do modo sleep.
Mesmo as boas características acabou enroscando Over Me usuários. Por exemplo,o
Me estreou uma nova ferramenta chamada Restauração do sistema que permitiu as
pessoas para trazer de volta arquivos que tinham apagado acidentalmente. Mas a
restauração do sistema também trouxe de volta arquivos que foram
propositadamente excluídos, como os vírus que os usuários definitivamente queria
se livrar.
A PC World, em 2006, foi nomeado um dos 25 piores produtos tecnológicos de todos
os tempos
- o Windows Me foi o quarto. Mas lembre-se, esta lista saiu um ano antes do
Vista foi lançado.
"Esta poderia ser a pior versão do Windows já lançada", disse a revista.
"Esqueça o Y2K, o que era o verdadeiro bug do milênio".
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Windows Media Center funciona ... confie em mim

Talvez Bill Gates deve apenas evitar Vegas completamente.
At the 2005 Consumer Electronics Show em Las Vegas, Gates foi entrevistado no
palco por Conan O'Brien, que organizou o evento. Gates apresentou o novo Windows
Media Center, que incluiu a capacidade de reproduzir mídia do seu computador
arquivos em sua televisão em casa.
O'Brien tirou algumas fotos de Gates, que o ex-CEO da Microsoft, disse que iria
ser sincronizado com o computador e está disponível na TV, com um clique de um
botão no controle remoto. Gates, em seguida, clicar no botão do controle remoto
e tem ... nada!
"Simplesmente incrível. Eu não sei quem está executando as coisas aqui", disse
O'Brien. "Quem está no comando da Microsoft? Oh".
Mais tarde, na apresentação, o guia de TV do programa não iria abrir, Microsoft
e gerente do programa de demonstração Garrett jovem de um jogo de corrida de
carros de vídeo causou uma falha do sistema.
"Eu estou fora de memória do sistema, aparentemente", disse Young. "É, por isso
só imaginar, se você, que eu estava personalizando meu carro e fazer algumas
coisas bem legais."
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Windows Vista

Para todos os desastres relacionados com Windows, o Vista foi de longe o pior
para a Microsoft.
Vista foi lançado em 2007 e com muito alarde, desde que ele foi o primeiro
sistema operacional que a Microsoft tinha revelado desde XP, em 2001.
Mas é aí que a excitação acabou. O Vista foi atormentado por bugs,
incompatibilidades de software e hardware, lentidão e irritando alertas de
segurança (para citar algumas queixas comum).
O sistema operacional foi tão mal recebida que a maioria das empresas optou por
ficar com os oito anos de idade o Windows XP ao invés de atualizar. O XP ainda
tem quatro vezes mais que muitos usuários como o Microsoft Vista.
Rival da Apple creditadas em aborrecimentos do Vista com o seu "Mac versus PC
popular campanha publicitária". Um apresentava um guarda do Serviço Secreto PC
perguntando se ele gostaria de cancelar ou permitir qualquer comentário que ele
fez sobre a segurança do Vista alertas. Desde o lançamento do Vista, Macintosh
partes de mercado quase duplicou.
Mas havia menos efeitos tangíveis do Vista, incluindo uma perda de credibilidade
da Microsoft com os consumidores. Muitos especialistas acham que os consumidores
vão adiar suas compras de Windows 7, que estréia 22 de outubro, até o sistema
operacional foi suficientemente testada.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Biochip detecta tipo de câncer e gravidade da doença


[Imagem: Univ.Toronto]

Redação do Site Inovação Tecnológica - 21/10/2009
Biochip detecta tipo de câncer e gravidade da doença




Pesquisadores da Universidade de Toronto, no Canadá, desenvolveram um biochip sensível o bastante para determinar o tipo e a gravidade do câncer de um paciente, permitindo que a doença seja detectada mais cedo.

Biomarcadores do câncer

O dispositivo, construído com nanomateriais, detecta biomarcadores que indicam a presença do câncer em nível celular, ainda que essas biomoléculas estejam geralmente presentes em número muito pequeno nas amostras.

As biomoléculas são genes que indicam formas agressivas ou benignas de câncer, sendo diferentes de um tipo de câncer para outro.

"Hoje é necessário uma sala cheia de equipamentos e computadores para avaliar uma amostra clinicamente relevante de marcadores de câncer. E os resultados não ficam disponíveis na hora," conta a pesquisador Shana Kelley, coautora da pesquisa.

"Nossa equipe conseguiu medir biomoléculas usando um chip eletrônico do tamanho de um polegar e fazer a análise em meia hora. Todo o instrumental necessário para esta análise não é maior do que um telefone celular," diz ela.

Cânceres e doenças virais

Kelley e seus colegas descobriram que os sensores metálicos tradicionais não são adequados para identificar os marcadores de cada subtipo de câncer. Para substitui-los os pesquisadores criaram detectores usando nanofios e os inseriram no interior de um biochip.

O protótipo do biochip está sendo testado em diagnósticos de câncer de próstata, cabeça e pescoço. Contudo, ele pode potencialmente ser utilizado não apenas para diagnosticar e avaliar outros tipos de câncer, como também doenças infecciosas, como a AIDS ou a gripe A.

Análise de biópsias

O biochip mostrou-se eficiente para a análise de amostras de apenas 10 nanogramas de mRNA coletados por biópsia. O resultado, disponível em menos de 1 hora, identificou corretamente as fusões genéticas correlacionados com o câncer agressivo de próstata, diferenciando-as dos genes ligados ao câncer de baixa progressão, menos agressivo.

Os diversos nanoeletrodos dispostos no interior do biochip permitem a leitura imediata dos resultados na forma de uma tensão elétrica. Tanto extratos celulares quanto amostras de tecido retirados por biópsia podem ser analisados.

Os testes deverão continuar, aferindo-se os resultados do biochip com os resultados dos exames tradicionais. Ainda não há previsão para que o novo dispositivo esteja disponível para exames em larga escala.
Bibliografia:
Programming the detection limits of biosensors through controlled nanostructuring
Leyla Soleymani, Zhichao Fang, Edward H. Sargent, Shana O. Kelley
Nature Nanotechnology
27 September 2009
Vol.: Published online before print
DOI: 10.1038/nnano.2009.276

Fonte: Site Inovação Tecnológica- www.inovacaotecnologica.com.br URL: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=biochip-detecta-tipo-gravidade-cancer

O que os brasileiros não terão no Windows 7

Windows 7 por 30 dólares: oferta para estudantes de vários países, mas não do Brasil

O Windows 7 chega carregado de elogios também no Brasil. Mas, nas opções de compra e nos preços, o brasileiro está em desvantagem.

Já fiz comentários neste blog e na INFO sobre algumas opções de compra do Windows 7 que não são oferecidas no Brasil, e também sobre os preços, mais altos por aqui. Segue, abaixo, uma lista de seis diferenças entre a forma como o Windows 7 é vendido no Brasil e em outros países, destacando as ofertas que não chegaram ao nosso país.

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Pré-venda

A Microsoft vendeu um milhão de cópias do Windows 7 por preço promocional durante a fase de pré-lançamento. A edição Home Premium, por exemplo, custava 49 dólares nos Estados Unidos, o equivalente a 85 reais. Na Europa, o preço era 49 euros. Houve promoções similares em vários países, mas não no Brasil.

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Estudantes

Nos Estados Unidos, estudantes podem comprar o Windows 7 Home Premium ou Professional pelo equivalente a 52 reais. Para isso, a exigência básica é ter um endereço de e-mail com terminação .edu. Essa oferta vale até 3 de janeiro. Há outras similares em países como Reino Unido, Austrália, Canadá, França, Alemanha, Coreia e México, mas não no Brasil. A Microsoft tem um programa de vendas a universidades aqui, mas ele é bastante mais restrito.

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Preço de lista

Na China, o Windows 7 Home Basic custa o equivalente a 102 reais. No Brasil, o valor de lista é 329 reais, mais de três vezes o preço chinês. Além disso, qualquer que seja a edição do Windows 7, o preço brasileiro é sempre superior ao cobrado nos Estados Unidos.

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PC + Desconto

Em 14 países, quem compra um computador com Windows 7 ganha um desconto para adquirir também uma cópia avulsa do sistema operacional. A idéia é que, se a pessoa tiver outro micro, ela use essa segunda cópia para atualizá-lo. Essa oferta vale até 2 de janeiro. Como você já deve ter imaginado, o Brasil não está entre esses 14 países.

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Pacote familiar

O pacote com três licenças do Windows 7 Home Premium vai custar, nos Estados Unidos, o equivalente a 261 reais. Esse pacote existe também em outros países, mas não no Brasil, onde as mesmas três licenças custam 1.197 reais. Dá para comprar 12 licenças nos Estados Unidos e ainda sobra troco.

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Anytime Upgrade

Essa opção, disponível em 13 países, permite passar de uma edição mais simples a uma mais completa por um preço reduzido. Alguém que tenha Windows 7 Starter nos Estados Unidos, por exemplo, pode mudar para o Home Premium pelo equivalente a 139 reais. O Brasil não está entre esses 13 países. Assim, um brasileiro que queira fazer o mesmo upgrade gastará 399 reais na cópia completa do Home Premium, quase três vezes mais.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Demonstrada comunicação cérebro a cérebro usando o pensamento

Agostinho Rosa - 07/10/2009
Demonstrada comunicação cérebro a cérebro usando o pensamento
Cientistas demonstraram que é possível a comunicação entre duas pessoas utilizando apenas os impulsos cerebrais, sem nenhum outro tipo de interação. [Imagem: Christopher James]

Interface cérebro-cérebro

Cientistas da Universidade de Southampton, no Reino Unido, demonstraram que é possível a comunicação entre duas pessoas utilizando apenas os impulsos cerebrais, sem nenhum outro tipo de interação.

As interfaces cérebro-computador já não são nenhuma novidade, sendo utilizadas para o controle de computadores, robôs, sistemas de realidade virtual e até de cadeiras de rodas.

Mas o que a equipe do professor Christopher James desenvolveu agora é uma interface cérebro-cérebro, ainda que a conexão seja mediada por computadores.

"Enquanto a interface cérebro-computador não seja mais uma novidade e a comunicação pessoa a pessoa pela atuação única do sistema nervoso já tenha sido demonstrada antes, aqui nós mostramos, pela primeira vez, uma interface verdadeira de um cérebro a outro," afirma o Dr. James.

Comunicação cérebro a cérebro

No experimento, uma pessoa utiliza uma interface cérebro-computador tradicional, na qual eletrodos colados sobre seu crânio capturam os sinais cerebrais e os traduzem em dígitos na tela do computador.

A seguir, o programa envia os sinais captados para um outro computador, via Internet. Este computador recebe os sinais e os transforma em pulsos elétricos que fazem piscar um pequeno conjunto de LEDs. Essas piscadelas são captadas pelo equipamento ligado ao cérebro do segundo participante, que decifra a mensagem.
Demonstrada comunicação cérebro a cérebro usando o pensamento
Embaixo, à direita, pode-se ver a pequena lanterna de LEDs que pisca para transmitir os sinais para o receptor da mensagem. [Imagem: Christopher James]

Eletroencefalograma

A demonstração consistiu na transmissão de quatro algarismos - 1011. Um aparelho de eletroencefalograma ligado ao usuário transmissor captura os dígitos conforme ele pensa em mover seu braço - pensar em mover o braço esquerdo gera um dígito 0, enquanto pensar em mover o braço direito gera um dígito 1.

Não há movimento efetivo, apenas a intenção é suficiente para gerar os sinais no aparelho de eletroencefalograma. Esses sinais são enviados ao computador, que os decodifica e os transmite automaticamente para o segundo computador.

O computador receptor recebe os dígitos e faz o conjunto de LEDs piscarem. As piscadelas são sutis demais para que possam ser detectadas e interpretadas conscientemente pelos olhos do usuário receptor. Mas são fortes o bastante para interferirem com os eletrodos que estão monitorando seu córtex visual. Detectando as alterações no cérebro do usuário receptor por meio desses eletrodos, o programa de seu computador interpreta os sinais recebidos e os imprime na tela.

Transmissão de pensamento

A demonstração teria sido um pouco mais didática se fossem usados dois computadores no lado do usuário receptor - um para receber os sinais pela Internet e fazer os LEDs piscarem, e outro para interpretar os sinais dos eletrodos e mostrar a informação decodificada.

Mas o princípio de funcionamento é o mesmo, e as duas tarefas são feitas por programas diferentes rodando no mesmo computador. Embora demonstre de fato uma comunicação cérebro a cérebro verdadeira, é importante salientar que não se trata, pelo menos não ainda, da transmissão de pensamentos, mas da utilização da interpretação dos sentidos atuando no cérebro - o pensar no movimento do braço, no caso do transmissor, e a sensação visual gerada no receptor.

"Nós ainda temos que compreender todas as implicações de tudo isto, mas há vários cenários nos quais a comunicação cérebro a cérebro poderá ser benéfica, como ajudar as pessoas com sérias deficiências motoras a se comunicarem. E há também a possibilidade de usar a tecnologia para jogos," diz o Dr. James.

Fonte: Site Inovação Tecnológica- www.inovacaotecnologica.com.br URL: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=comunicacao-cerebro-cerebro-usando-pensamento



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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Elo perdido da eletrônica permitirá computador que aprende



[Imagem: R.Stanley Williams/HP]


Redação do Site Inovação Tecnológica - 16/09/2009
Elo perdido da eletrônica criará computador que aprende




Cientistas da HP conseguiram incluir uma camada de memristores em um processador de silício tradicional, comprovando que esse novo componente eletrônico funciona em conjunto com os componentes eletrônicos tradicionais e abrindo caminho para sua chegada ao mercado a curto prazo.

O que é memristor?

O memristor é considerado o elo perdido da eletrônica, um componente eletrônico com um comportamento similar ao do resistor, mas capaz de "lembrar seu passado", o que significa que ele funciona como uma memória não-volátil.

O memristor foi previsto teoricamente em 1971 pelo então jovem professor Leon Chua, da Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos. Mas o dispositivo permaneceu como um componente quase lendário até o ano passado, quando os engenheiros conseguiram construir um memristor pela primeira vez, utilizando técnicas da nanotecnologia de última geração.

A descoberta do memristor

Desde que a eletrônica foi criada, ainda na época das válvulas eletrônicas, os cientistas e engenheiros sempre montaram os circuitos utilizando três blocos básicos: resistores, capacitores e indutores. Mas, em 1971, Leon Chua percebeu que estava faltando algo ao estudar como as quatro variáveis básicas de um circuito - tensão, corrente, carga e fluxo - se relacionam com esses três elementos.

Cada um dos três blocos básicos da eletrônica se relaciona com duas das quatro propriedades eletrônicas dos circuitos, criando uma cadeia que conecta a carga ao fluxo por meio da tensão e da corrente. Mas a matemática não-linear de Chua mostrava que deveria haver um quarto componente, capaz de ligar diretamente fluxo e carga.

Ele então batizou esse elo perdido da eletrônica de memristor - uma junção livre dos termos memória e resistor. E previu que esse quarto componente eletrônico fundamental teria propriedades que não poderiam ser duplicadas por nenhuma combinação dos três outros componentes.
Elo perdido da eletrônica criará computador que aprende
[Imagem: Qiangfei Xia et al./NanoLetters]

Da teoria à prática

Tudo isto permaneceu no campo da teoria até o início do ano passado, quando cientistas comprovaram a existência do quarto componente eletrônico fundamental.

Agora as coisas parecem estar andando muito mais rapidamente. Apenas um ano e meio desde a demonstração do memristor, ele já está no interior de um chip trabalhando em conjunto com seus companheiros mais antigos e mais conhecidos.

Os memristores se comportam mais ou menos como os resistores - que simplesmente oferecem uma resistência à passagem da corrente elétrica. A sua grande vantagem é que ele consegue "lembrar" da última corrente que passou por ele, funcionando como uma memória, que poderá substituir tanto as memórias DRAM dos computadores quanto as memórias de dispositivos móveis, como os pendrives.

Substituto do transístor

Mas as vantagens dos memristores vão muito além de simples substitutos das memórias. Eles são excelentes substitutos dos transistores. Os pesquisadores afirmaram que cada memristor individual se mostrou capaz de substituir de 7 até 12 transistores, dependendo do papel que ele desempenha dentro do chip.

Melhor ainda: enquanto os transistores exigem a presença de energia constantemente, o memristor mantém sua memória mesmo quando a energia é desligada. Toda a perda de energia que acontece nos chips atuais deixa de existir nos pontos onde o memristor substitui os blocos de transistores, diminuindo o consumo de energia do processador e, por decorrência, seu aquecimento.

Fabricação dos memristores

No estágio atual de desenvolvimento, os memristores são construídos em uma grade de nanofios. Cada junção entre dois fios é um sanduíche cujo recheio é um aglomerado de partículas de dióxido de titânio. É esse sanduíche que é o memristor.

No experimento agora feito, a camada de memristores foi colocada sobre a camada do processador CMOS tradicional. Fios de cobre são utilizados para conectar os memristores com os demais componentes do chip. A adição da camada de memristores transformou o chip original em um FPGA (Field-Programmable Gate Array), um tipo de chip que pode ser fisicamente reconfigurado depois que ser fabricado.
Elo perdido da eletrônica criará computador que aprende
[Imagem: Qiangfei Xia et al.]

Boot instantâneo

As possibilidades de avanços na eletrônica e na informática, graças ao advento do memristor, são praticamente inumeráveis. Duas delas, contudo, ganham destaque facilmente, graças à capacidade dos memristores de funcionarem em dois modos: modo digital e modo analógico.

A primeira possibilidade, baseada no modo digital de ser dos memristores, é a substituição das memórias RAM tradicionais por memórias não-voláteis, que não perdem o conteúdo quando a energia é desligada. Isto significa, por exemplo, que você poderá desligar o seu computador com todos os programas abertos e, ao religá-lo, continuar o trabalho instantaneamente, uma vez que não será preciso aguardar todo o processo de boot, abertura dos programas, reabertura dos arquivos e assim por diante.

Computadores que aprendem

A segunda possibilidade é ainda mais futurística e utiliza o modo analógico do novo componente eletrônico.

Os pesquisadores demonstraram que a forma de funcionamento dos circuitos dotados de memristores lembra muito o comportamento de organismos vivos muito simples. Organismos vivos são "analógicos", e não digitais como os computadores. Isto abre o caminho para a criação de computadores capazes de aprender, onde os memristores comporiam uma espécie de "sinapse artificial," criando computadores "neuromórficos."

Não será ainda um chip parecido com o cérebro humano, mas, ainda assim, será um chip capaz de aprender a reconhecer padrões. Hoje, qualquer capacidade de "aprendizado" dos computadores é baseado nos softwares que eles rodam. Com os memristores, o próprio hardware se tornará capaz de aprender.

O computador se tornará capaz, por exemplo, de adaptar sua interface com o usuário dependendo da forma como o usuário interage com ela. Essa capacidade também poderá ser explorada em programas de inteligência artificial como os utilizados para reconhecimento de faces e de linguagem.
Bibliografia:
Memristor-CMOS Hybrid Integrated Circuits for Reconfigurable Logic
Qiangfei Xia, Warren Robinett, Michael W. Cumbie, Neel Banerjee, Thomas J. Cardinali, J. Joshua Yang, Wei Wu, Xuema Li, William M. Tong, Dmitri B. Strukov, Gregory S. Snider, Gilberto Medeiros-Ribeiro, R. Stanley Williams
Nano Letters
Vol.: Article ASAP
DOI: 10.1021/nl901874j

domingo, 30 de agosto de 2009

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Chrome OS: 7 questões importantes sobre o sistema operacional do Google

Por Computerworld/EUA


Framingham - Novo sistema operacional do Google pode ser uma ameaça maior ao Mac OS do que ao Windows. Confira possíveis impactos do Chrome OS.

O Google anunciou na terça-feira (7/7) o seu sistema operacional Chrome OS, que deverá chegar aos usuários no segundo semestre de 2010. Confira sete questões sobre o que a chegada do sistema ao mercado.

1 - Ameaça à Apple
Enquanto muitas notícias focarão na ameaça do Chrome OS ao Windows da Microsoft, o principal prejudicado pode ser o Mac OS, da Apple.

Usuários que buscam um sistema operacional alternativo ao Windows, normalmente consideram duas opções: o Mac OS X ou o tradicional Linux. O segundo ainda enfrenta reclamações de problemas de rede e drives dos periféricos. Já o Mac OS tem duas desvantagens: menor número de aplicações (o que não chega a ser um problema para muitos consumidores) e hardware caro.

Se houvesse uma versão do Mac OS que rodasse em máquinas que não são da Apple, talvez o Google não encontrasse um mercado tão promissor. Mas o Chrome OS provavelmente atingirá a mesma audiência do Mac OS X - daqueles que buscam alternativas ao Windows - enquanto oferece uma plataforma que roda em hardwares mais acessíveis.

2 - Preço do Windows 7
Pode-se esperar que a Microsoft pense duas vezes em como vai cobrar pelas variadas versões do Windows 7, especialmente se o sistema operacional do Google atrair a atenção do mercado. A companhia deve ficar mais receptiva às reclamações dos usuários do Vista que querem fazer a atualização de maneira mais barata.

3- Netbooks são apenas o ponto de partida
Usuários de desktops mais potentes podem, inicialmente, hesitar em enviar o controle de seus aplicativos “à nuvem”, mas essas mesmas pessoas podem ser menos resistentes a fazer isso com seus netbooks.

Usuários de ultraportáteis esperam - e usam - menos aplicativos. Libertar-se dos pesados softwares antivírus para Windows pode ser uma vantagem se o Google OS for simples, seguro e rápido como promete.

4 - Grandes empresas não serão as primeiras consumidoras
Os departamentos de tecnologia de grandes corporações não vão substituir seus softwares baseados em Windows pelo sistema do Google. Enquanto o Chrome OS tem boas possibilidades de conquistar espaço em pequenas empresas, as grandes corporações só começarão a adotá-lo quando o sistema provar que tem capacidades de gerenciamento corporativo.

Empresas menores, que necessitam de menos aplicações, podem estar mais interessadas, especialmente se os custos e a manutenção forem menores.

5 - Estudantes são mercado potencial
Atualmente os estudantes têm uma mobilidade que não poderia ser imaginada cinco anos atrás. Eles também são menos preocupados se seus aplicativos estão no desktop ou na web.

6 - Flashback
Pode ser que o Google esteja tentando trazer de volta o mantra da Sun Microsystems, de que “a rede é o computador”.

7 - O domínio do Google seria melhor que o da Microsoft?
No curto prazo, o anúncio do Google aumentará a competição no setor de sistemas operacionais e provavelmente vai incentivar a Microsoft a oferecer melhores condições àqueles que optarem pelo Windows 7. Mas o Chrome OS não roubará uma participação muito grande do Windows no mercado, em curto prazo.

Por outro lado, o Google já tem um ótimo negócio dominando o mercado de busca, que se tornou um dos principais fatores da navegação pela web.

Apesar de o Google tomar para si o slogan corporativo de que eles “são do bem”, a ideia de uma única empresa controlar o desktop, as aplicações e os dados armazenados deve ser preocupante. Será interessante ver se a comunidade do código aberto receberá bem o sistema operacional do Google ou se eles estarão atentos às possíveis consequências desta ação.
Machlis Musings, editora da Computerworld, dos EUA

Impressão sem tinta cria cores naturais instantaneamente

Redação do Site Inovação Tecnológica - 27/08/2009


Os cientistas sempre ficaram curiosos com as impressionantes cores vistas na natureza, principalmente os padrões iridescentes e ultrabrilhantes encontrados nas penas dos pássaros, nas asas das borboletas e nas carapaças de vários insetos.

O avanço da microscopia finalmente permitiu que eles compreendessem como essas cores são geradas. E o avanço da nanotecnologia está permitindo que eles reproduzam as técnicas que a natureza levou milhões de anos para aprimorar.

Cores sem pigmentos

Juntando as duas coisas, a equipe do professor Sunghoon Kwon, da Universidade Nacional de Seul, na Coreia do Sul, afirma ter descoberto uma forma de revolucionar a impressão tradicional, abolindo as tintas, fazendo uma impressão em cores totais que fica pronta em um instante e que é capaz de reproduzir as cores encontradas na natureza.

As cores exibidas por insetos e pássaros não são baseadas em pigmentos, mas em texturas microscópicas na superfície de suas asas, penas e carapaças. É a interação dessas superfícies com a luz que produz as suas cores.

O que o Dr. Kwon e seus colegas fizeram foi desenvolver um método capaz de criar as texturas microscópicas que interagirão com a luz para gerar as cores.

Impressão sem tintas

A sua "tinta" é um composto formado por três ingredientes: nanopartículas magnéticas, uma resina e um solvente.

As nanopartículas, que medem entre 100 e 200 nanômetros, dispersam-se na resina, dando ao material uma aparência acinzentada. Mas basta aplicar um campo magnético para que as nanopartículas ajustem-se imediatamente às linhas do campo magnético, alinhando-se e formando estruturas bem definidas.

As cadeias de nanopartículas, que ficam espaçadas com grande regularidade, interferem com a luz que incide sobre elas, gerando uma cor. Para mudar a cor, basta alterar o campo magnético.

"Se você quiser controlar o ângulo do campo magnético [para criar curvas no desenho, por exemplo] você pode combinar múltiplos eletroímãs," disse o pesquisador à revista New Scientist.

Fixando as cores

Assim que a cor desejada é produzida, as nanopartículas podem ser fixadas expondo a mistura à luz ultravioleta, que cura a resina. O sistema utiliza uma espécie de litografia para fazer com que a luz ultravioleta incida apenas sobre as áreas da imagem que já assumiram a cor desejada.

A seguir, basta ir alterando os campos magnéticos e aplicando a luz ultravioleta seletivamente, até criar uma imagem totalmente colorida. E sem usar nenhum pigmento.

"Nós primeiro configuramos o ímã para criar o vermelho e então incidimos a luz ultravioleta por 0,1 segundo, configuramos para produzir o azul, luz por 0,1 segundo novamente, então verde e assim por diante. Você consegue imprimir em página A4 totalmente colorida em um segundo," disse o pesquisador.

Agora eles pretendem aprimorar a técnica para que as cores sejam reversíveis, permitindo a criação de gadgets que mudam de cor conforme a vontade do dono.
Bibliografia:

Structural colour printing using a magnetically tunable and lithographically fixable photonic crystal
Hyoki Kim, Jianping Ge, Junhoi Kim, Sung-eun Choi, Hosuk Lee, Howon Lee, Wook Park, Yadong Yin, Sunghoon Kwon
Nature Photonics
23 August 2009
Vol.: Advance online publication
DOI: 10.1038/nphoton.2009.141

domingo, 16 de agosto de 2009

Deseja saber se aquele jogo roda no seu PC.

Ótimo site que verifica se o seu pc tem capacidade para rodar aquele jogo que você tanto quer mais está com dúvidas se ele roda ou não


http://www.systemrequirementslab.com/referrer/srtest

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Processador quântico faz operações sucessivas pela primeira vez


Redação do Site Inovação Tecnológica - 10/08/2009

Processador quântico iônico faz operações sucessivas pela primeira vez
Os pesquisadores conseguiram pela primeira vez demonstrar todas as especificações necessárias para a construção de um processador quântico.[Imagem: J. Jost/NIST]

Pela primeira vez, cientistas conseguiram efetuar cálculos computacionais utilizando bits quânticos iônicos, de forma sustentável, mantendo os dados armazenados mesmo depois que esses dados são lidos e suas informações transmitidas para outro local.

O experimento, realizado no instituto NIST, nos Estados Unidos, supera desafios significativos rumo à transformação dos cálculos quânticos em pequena escala, feitos em laboratório, para verdadeiros processadores quânticos, operando em larga escala.

Computação quântica sustentável

Os pesquisadores executaram repetidamente uma sequência de cinco operações lógicas quânticas e dez operações de transporte de informações, sem perder os 0s e 1s correspondentes aos dados binários armazenados nos íons que funcionam como qubits, os bits quânticos.

Até hoje, pesquisadores já realizaram diversos tipos de operações quânticas, utilizando diversos tipos de qubits, inclusive qubits de estado sólido.

Contudo, assim que a informação do qubit é lida, ou transportada para outro ponto do circuito, ela é perdida. Mesmo o simples ruído eletromagnético do circuito é suficiente para fazer com que os dados dos qubits se percam, sem possibilidade de utilização para novas operações.

"O avanço significativo é que nós podemos manter os cálculos, apesar de temos feito vários transportes de informações dos qubits," explica Jonathan Home, um dos autores da pesquisa.

Funcionamento do computador quântico

O sucesso desse novo processador quântico iônico baseou-se no resfriamento dos íons aprisionados - que funcionam como qubits - depois da leitura dos seus dados, de forma que suas frágeis propriedades quânticas possam ser usadas para novas operações.

Os dados foram armazenados em dois íons de berílio, mantidos em uma armadilha magnética dividida em seis zonas. Os íons são armazenados na fenda escura (no centro da foto acima), que mede 3,5 milímetros de comprimento por 200 micrômetros de largura, entre duas pastilhas de óxido de alumínio recobertas com ouro.

Campos elétricos são utilizados para mover os íons de uma zona para outra. Os campos elétricos são criados aplicando uma tensão a cada um dos eletrodos de ouro.

Os dados são "escritos" com pulsos de laser ultravioleta que, com frequências e duração de pulsos específicos, alteram os estados de energia dos íons.

Dois íons de magnésio são utilizados para resfriar os íons de berílio depois que eles são transportados entre as zonas, permitindo a manutenção de seus estados quânticos e sua posterior utilização para novos cálculos.

Especificações de um processador quântico

O resultado é que os pesquisadores conseguiram pela primeira vez demonstrar, ainda que em pequena escala, todas as especificações necessárias para a construção de um processador quântico baseado em íons em larga escala.

Essas especificações incluem:

  1. inicializar os qubits com um valor inicial (0 ou 1);
  2. armazenar esses dados nos íons;
  3. executar operações lógicas utilizando um ou dois qubits;
  4. transferir as informações entre diferentes posições dentro do processador quântico;
  5. ler os resultados nos qubits (0 ou 1) individualmente.

As operações foram feitas sequencialmente por cinco vezes. Ao tentar fazer a sexta rodada de cálculos, o computador tradicional que acompanha e lê os resultados trava repentinamente, por razões ainda desconhecidas.

Além dos computadores do futuro

Ao contrário dos bits dos computadores atuais, os qubits dos computadores quânticos podem funcionar como 0s e como 1s simultaneamente. Os qubits também podem ser entrelaçados, ou emaranhados, de forma que os dados de dois qubits podem ser interligados, mesmo se eles forem colocados a distâncias muito grandes um do outro - uma alteração feita em uma induzirá imediatamente uma alteração no outro.

Estas características, acreditam os pesquisadores, permitirão que os computadores quânticos superem largamente o poder computacional da arquitetura dos computadores eletrônicos atuais, mesmo admitindo todo o progresso que os computadores eletrônicos deverão experimentar no futuro.

Qubits de íons são apenas uma dentre as várias abordagens que estão sendo pesquisadas para a construção de computadores quânticos. Todas as pesquisas estão em estágio bastante inicial é impossível dizer qual ou quais dessas abordagens sairão vencedoras na construção de um computador quântico prático.

Bibliografia:

Complete Methods Set for Scalable Ion Trap Quantum Information Processing
J. P. Home, D. Hanneke, J. D. Jost, J. M. Amini, D. Leibfried, D. J. Wineland
Science
6 August 2009
Vol.: Science Express
DOI: 10.1126/science.1177077

Computadores moleculares ganham compilador e ficam mais amigáveis


Weismann Wonder Wander - 11/08/2009

Computadores moleculares ganham compilador e ficam mais amigáveis
Um compilador faz a ponte entre a linguagem de programação de computador de alto nível e o código de computação em DNA.[Imagem: Tom Ran et al.]
Biocomputador amigável

Computadores biomoleculares, feitos de DNA ou de outras moléculas biológicas, hoje existem somente em alguns poucos laboratórios especializados, muito distantes do usuário comum de computador.

No entanto, Tom Ran e Shai Kaplan, pesquisadores do Instituto de Bioquímica Weizmann, descobriram uma maneira de tornar esses dispositivos de computação microscópicos mais amigáveis ao usuário, mesmo quando ele estão executando cálculos complexos e respondendo questões complicadas.

Os pesquisadores criaram um programa avançado para computadores biomoleculares que permite que essas máquinas "pensem" logicamente e respondam a questões passadas em linguagem quase natural.

Ensinando lógica ao computador

A técnica para ensinar dedução lógica para esses dispositivos futurísticos é notavelmente familiar. A técnica foi proposta por Aristóteles há mais de 2000 anos na forma de uma simples proposição do tipo se-então: "Todos os homens são mortais. Sócrates é um homem. Portanto, Sócrates é mortal".

Quando alimentado com uma regra (Todos os homens são mortais) e um fato (Sócrates é um homem), o computador biomolecular é capaz de responder corretamente à pergunta "Sócrates é mortal?".

A equipe começou então a criar questões mais complicadas, envolvendo múltiplas regras e fatos - o dispositivo de computação à base de DNA foi capaz de deduzir as respostas corretas todas as vezes.

Compilador para computador molecular

Para facilitar o trabalho, os dois pesquisadores criaram um compilador - um programa capaz de fazer uma ponte entre a linguagem de programação de computador de alto nível e o código de computação em DNA.

Com o compilador, a consulta pode ser digitada de forma tão simples quanto: Mortal (Sócrates)?. O compilador traduz esse código em linguagem de biocomputação e o computador de DNA responde, sempre corretamente.

Funcionamento do computador de DNA

Para chegar à resposta correta, várias fitas de DNA, representando as regras, os fatos e as consultas, foram montadas por um sistema robótico para se encaixar em um processo hierárquico.

A resposta foi codificada em um flash de luz verde: algumas das fitas de DNA tinham uma versão biológica de uma lanterna de sinalização - elas foram equipadas com uma molécula naturalmente fluorescente, ligada a uma segunda proteína que mantém a luz coberta.

Uma enzima especializada, atraída para o local correspondente à resposta correta, remove a "capa" da lanterna sinalizadora e deixa a luz brilhar.

As minúsculas gotas de água contendo as bases de dados biomoleculares foram capazes de responder a perguntas muito complicadas, brilhando em uma combinação de cores que representavam as respostas mais complexas.

Futuro

Além de serem capazes de efetuar múltiplos cálculos simultaneamente, os computadores moleculares têm sido estudados para atuar diretamente no organismo, onde poderão executar operações dependendo da situação encontrada, como liberar moléculas específicas quando localizarem uma célula tumoral.

COLED: LED orgânico com cavidade óptica bate todos os recordes



Redação do Site Inovação Tecnológica - 11/08/2009

COLED: LED orgânico com cavidade óptica bate todos os recordes
Na busca por novas formas de iluminação mais eficientes do que as atuais lâmpadas incandescentes e fluorescentes compactas, entra mais um candidato no promissor campo das luzes de estado sólido: os COLEDs. [Imagem: SRI]

LED orgânico com cavidade

Primeiro foram os diodos emissores de luz, ou LEDs (Light-Emitting Diode). Depois surgiram os ainda mais promissores LEDs orgânicos, ou OLEDs, que têm tudo para superar os LEDs inorgânicos tradicionais, e custando muito menos.

Agora entra um novo personagem na busca por formas mais eficientes de iluminação. São os COLEDs (Cavity Organic Light-Emitting Diode), projetados pela equipe do Dr. Yijian Shi, do Instituto SRI, uma entidade de pesquisas sem fins lucrativos, localizada nos Estados Unidos.

Esses novos LEDs orgânicos utilizam cavidades ópticas, espelhos paralelos e contrapostos que evitam a fuga de fótons para outros pontos que não a direção de saída do dispositivo, por onde sua luz é emitida.


Cavidades ópticas

Segundo os pesquisadores, as cavidades ópticas, usadas em conjunto com os LEDs orgânicos, feitos de polímeros, resultaram em uma emissão de luz cinco vezes maior do que os melhores OLEDs demonstrados até agora.

Embora ainda estejam no estágio inicial de desenvolvimento, os cálculos dos pesquisadores dão conta de que os COLEDs poderão ser duas vezes mais eficientes do que as atuais lâmpadas fluorescentes compactas, ou PL. Mesmo superando largamente as lâmpadas incandescentes, as lâmpadas PL têm encontrado restrições devido ao vapor de mercúrio contido em seu interior.

Lúmens por watt

O novo COLED alcançou uma emissão de 30 lúmens por watt de energia consumida ao emitir luz azul, mais do que qualquer outro OLED já construído até hoje.

Para a luz verde, os pesquisadores alcançaram 80 lúmens por watt, cerca de três vezes mais do que um OLED tradicional.

Para produzir a luz branca necessária para a iluminação tradicional, é necessário mesclar as estruturas emissoras nas cores vermelha, verde e azul. Como o azul é o mais problemático de todos, os pesquisadores acreditam que estão no caminho certo com o seu COLED azul de 30 lúmens.

O próximo passo é justamente juntar as três fontes de luz para gerar um COLED capaz de emitir luz branca. Os pesquisadores afirmaram que esperam ter o produto pronto para uso até o ano que vem.

domingo, 19 de julho de 2009

Estatísticas, dados e projeções atuais

Nesta página apresentamos os impressionantes números da Internet no Brasil, atualizados regularmente e separados por tópicos. Última atualização: 15/06/2009.

Número de usuários

Foto: Beth Kanter 62,3 milhões de internautas segundo o Ibope Nielsen Online em Junho de 2009[1]. Em junho de 2008, o anteriormente Ibope/NetRatings contabilizava 41,5 milhões[2], mas não contava o acesso no trabalho, que agora passou a incluir. Devido à essa diferença de metodologia, nesta época o DataFolha já contabilizava 64,5 milhões de usuários[3], mas, ainda assim, ambos os institutos consideram apenas os internautas maiores de 16 anos.

Nas áreas urbanas, 44% da população está conectada à internet[4]. 97% das empresas brasileiras estão conectadas à internet[5].

Internautas residenciais ativos
24,5 milhões acessam regularmente a Internet de casa (dez/2008), um aumento de 14,7% sobre dezembro de 2007[6]. Segundo o PNAD do IBGE, 20% das residências têm acesso à Internet[7]. 38% das pessoas acessam à web diariamente; 10% de quatro a seis vezes por semana; 21% de duas a três vezes por semana; 18% uma vez por semana. Somando, 87% dos internautas brasileiros entram na internet semanalmente[2].

Segundo Alexandre Sanches Magalhães, gerente de análise do Ibope//NetRatings, “o ritmo de crescimento da internet brasileira é intenso. A entrada da classe C para o clube dos internautas deve continuar a manter esse mesmo compasso forte de aumento no número de usuários residenciais”.[8].


Tempo médio de navegação
Desde que esta métrica foi criada, o Brasil sempre obteve excelentes marcas, estando constantemente na liderança mundial. Em maio de 2009, o tempo foi de 40 horas e 41 minutos. Compare com outros países: França: 34h05m; Espanha: 32h23m; Alemanha: 30h20m; Itália: 27h19m; Austrália: 24h00m[9].

Se considerados apenas o acesso residencial, a marca brasileira é de 25h43m. Os últimos tempos residenciais são de 24h49m (jan/09), 22h50m (dez/08)[10], 23h47m (nov/08) e 24h41m (out/08)[11].

Comércio eletrônico
No primeiro semestre de 2008, as compras on-line somaram R$ 3,8 bilhões (45% mais do que igual período de 2007)[12]. O ano fechou em R$ 8,2 bilhões (crescimento de 30% na comparação com 2007), gastos por 13 milhões de e-consumidores. A previsão para o primeiro semestre de 2009 é de R$ 4,5 bilhões[13]. 87% dos internautas utilizam a rede para pesquisar produtos e serviços[14].

Publicidade on-line
A internet se tornou o terceiro veículo de maior alcance no Brasil, atrás apenas de rádio e TV[15]. Mas, no Brasil, apenas 3,36% do total das verbas publicitárias são destinadas à web[16]. Por outro lado, este ano na Inglaterra a internet ultrapassará a televisão como o maior meio de propaganda, com 19% do total gasto em publicidade[17].

Venda de Computadores
São 60 milhões de computadores em uso, segundo a FGV, devendo chegar a 100 milhões em 2012[18]. 95% das empresas brasileiras possuem computador[19].

Banda larga

Foto: Declan JewellAtingimos 10,04 milhões de conexões em junho de 2008: um ano e meio antes do previsto, já que essa era a projeção para 2010. Em fevereiro deste ano, a Cisco subiu a previsão para 15 milhões, mas, devido a esse último resultado, já pensa em rever esta meta[20]. Quanto ao volume de dados, o incremento foi de 56 vezes de 2002 até 2007. E a projeção é de um aumento de 8 vezes até 2012[21]; o número de conexões móveis cresceu de 233 mil para 1,31 milhão em um ano[22]; Sistemas gratuitos de banda larga sem fio (Wi-Fi) funcionam nas orlas de Copacabana, Ipanema e Leblon, nos Morros Santa Marta[23] e Cidade de Deus[24]. Estão nos planos: Rocinha e Baixada Fluminense.

Resoluções de tela
Apresentamos nosso segundo estudo informal sobre a resolução de tela utilizada pelo internauta brasileiro.

Importante para desenvolvedores nacionais, esta é uma média baseada nos relatórios de acessos de diferentes perfis de sites. A tabela está ordenada de acordo com a penúltima coluna, que mostra a média nacional englobando esses diferentes perfis, enquanto a última coluna exibe uma comparação com a média internacional.

Para constar, em nosso último estudo (agosto/2008), obtivemos os seguintes dados: 1024x768 - 65,1%; 800x600 - 15%; 1280x1024 - 10,2%; e 1280x800 - 9,7%.


No Mundo
O número de usuários de computador vai dobrar até 2012, chegando a 2 bilhões. A cada dia, 500 mil pessoas entram pela primeira vez na Internet[26], a cada minuto são disponibilizadas 20 horas de vídeo no YouTube[27] e cada segundo um novo blog é criado[28]. Em 1982 havia 315 sites na Internet[29]. Hoje existem 174 milhões[30].

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Começa montagem do homem virtual que quer revolucionar a Medicina


Redação do Site Inovação Tecnológica - 15/07/2009

Começa a montagem do homem virtual que vai revolucionar a Medicina
O Homem Fisiológico Virtual poderá representar o fim dos testes de drogas e medicamentos em animais e até mesmo os testes clínicos em voluntários humanos.[Imagem: AC/IS/M.Abildgaard]













Revolução na Medicina

O Homem Fisiológico Virtual poderá representar o fim dos testes de drogas e medicamentos em animais e até mesmo os testes clínicos em voluntários humanos.

Esta é a proposta audaciosa de um projeto que reúne 13 universidades europeias e que pretende criar um ser humano virtual tão completo que não apenas o desenvolvimento de medicamentos, mas o próprio ensino da Medicina passará por uma revolução.

Na semana passada, os pesquisadores envolvidos reuniram-se na Universidade de Nottingham, que está coordenando o projeto VPH (Virtual Physiological Human). A reunião de trabalho, que incluiu principalmente médicos e matemáticos, teve como objetivo estabelecer os modelos matemáticos necessários para sugerir soluções para problemas médicos atualmente sem solução.

Esses modelos matemáticos são o primeiro passo para que as diversas partes do corpo humano e as diversas situações pelas quais ele passa possam ser simuladas em computador.

Medicina regenerativa

Nesta primeira etapa os cientistas começaram a modelar vários problemas relacionados à medicina regenerativa, com foco em alguns grupos de células de interesse mais imediato, incluindo as células da pele, bexiga, pulmões, garganta, coração e mamas.

O esforço prosseguirá por aproximações sucessivas, até a construção de um ser humano virtual que leve em conta todo o conhecimento médico - com todas as possibilidades de atualização conforme esse conhecimento avança.

Quando pronto, o Homem Fisiológico Virtual permitirá que os cientistas, médicos e pesquisadores da indústria estudem o corpo humano como um único sistema complexo que leve em conta cada um dos seus detalhes e os interrelacionamentos de cada um dos seus órgãos. Com isto será possível testar medicamentos, avaliar novas técnicas cirúrgicas e desenvolver novos métodos de tratamento.

Objetivos de médio prazo

O projeto tem um orçamento de 72 milhões de Euros, financiados pela União Europeia. Os pesquisadores esperam que os resultados sejam capazes de nada menos do que revolucionar a medicina neste século.

Para isso, eles pretendem incluir a grande massa de dados que está sendo gerada a partir dos estudos genômicos, que avançaram muito depois do sequenciamento do genoma humano. Os avanços na computação e no processamento de dados têm o potencial para criar tratamentos clínicos específicos para cada paciente com base na simulação do perfil genético de cada pessoa.

E isto, afirmam os pesquisadores, não é apenas um objetivo de longo prazo. Eles esperam avanços substanciais neste campo nos próximos 10 anos, incluindo novos tratamentos personalizados para o câncer e para a AIDS.


Fonte: Site Inovação Tecnológica- www.inovacaotecnologica.com.brURL: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=montagem-homem-virtual-revolucionar-medicina


terça-feira, 14 de julho de 2009

Memória "eterna" poderá guardar dados por 1 bilhão de anos



No início eram os disquetes, depois vieram os discos ópticos e agora é a vez dos pen-drives. Geração a geração da tecnologia, torna-se cada vez mais fácil e prático carregar volumes de dados cada vez maiores.

Contudo, a tecnologia ainda não resolveu um problema que está preocupando cada vez mais os pesquisadores e, sobretudo, os bibliotecários: os melhores dispositivos de armazenamento atuais têm uma vida útil entre 10 e 30 anos.

O mais durável sistema de armazenamento atual, as fitas magnéticas, tem uma vida estimada em 100 anos. E só as empresas e bancos guardam informações nesse tipo de mídia. Todo o esforço de digitação de obras científicas e artísticas, vistas hoje como sinônimo de qualidade e modernidade, trazem consigo um risco inerente: o de não poderem ser lidas dentro de poucos anos.

Memória eterna

Mas a solução pode estar a caminho. Ainda que a filosofia e a teologia não tenham conseguido produzir definições adequadas de eternidade, levando-se em conta os poucos milhares de anos da história humana na Terra, uma memória capaz de durar 1 bilhão de anos de fato merece o título de uma "memória eterna".

O professor Alex Zettl e seus colegas da Universidade de Berkeley (EUA) criaram o protótipo de uma memória digital formada por uma nanopartícula de ferro inserida dentro de um nanotubo de carbono. Na presença de eletricidade, a nanopartícula pode ser deslocada para um lado e para o outro no interior do nanotubo, representando o 0 e o 1 digitais conforme ela esteja de um lado ou de outro.

Memória

Dois elementos destacam-se na pesquisa: o uso dos promissores, mas até agora pouco utilizados na prática, nanotubos de carbono, e o fato de que a memória não utiliza silício, o material por trás de toda a revolução tecnológica da eletrônica e da computação.

Bit eterno

No laboratório e nas simulações teóricas, os pesquisadores confirmaram que uma memória construída com esse bit de nanotubo de carbono e nanopartícula de ferro atingirá uma capacidade de armazenamento de 1 terabyte por polegada quadrada.

As simulações também mostraram que o "tempo de decaimento" do "bit eterno" - uma alteração aleatória induzida pela agitação térmica dos átomos - supera 1 bilhão de anos.

No estudo, que será publicado no exemplar de Junho do periódico científico Nano Letters, os cientistas citam o fato de que o Livro do Apocalipse de William, o Conquistador, escrito em couro no ano 1086, sobreviveu por 900 anos, chegando até nós. Mas uma versão digitalizada da obra, gravada em 1986, não pode mais ser lida em 2006, apenas 20 anos depois.

Desafios eternos

As pesquisas prosseguirão, agora na tentativa de viabilizar a fabricação dos bits eternos em larga escala. Os desafios a vencer são os mesmos com que se deparam todas as pesquisas que procuram explorar as incríveis propriedades dos nanotubos de carbono - a dificuldade de fabricá-los de forma controlada, sistemática e com alta qualidade.

Bibliografia:

Nanoscale Reversible Mass Transport for Archival Memory
G. E. Begtrup, W. Gannett, T. D. Yuzvinsky, V. H. Crespi, A. Zettl
Nano Letters
June 10 2009
Vol.: 2009, 9 (5), pp 1835-1838

Material com supercondutividade superficial pode revolucionar eletrônica


Redação do Site Inovação Tecnológica - 14/07/2009


Material com supercondutividade superficial pode revolucionar eletrônica

Estrutura da banda eletrônica de superfície do telureto de bismuto.[Imagem: Yulin Chen/Z. X. Shen.]
















Difícil imaginar um período histórico chamado "Era do Telureto de Bismuto" ou mesmo um lugar chamado "Vale do Telureto de Bismuto." Mas esse material de nome estranho pode ser o composto químico capaz de criar processadores e computadores mais eficientes do que tudo o que pôde ser feito até hoje com o tradicional silício.

Salto evolutivo da informática

Previsto pela teoria apenas muito recentemente, e um sonho antigo de todos os cientistas que trabalham com eletrônica, esse novo material permite que os elétrons circulem sem perdas de energia em sua superfície, a temperatura ambiente. E pode ser fabricado utilizando a tecnologia atual de semicondutores.

Com essas qualidades, o telureto de bismuto tem tudo para patrocinar um salto na velocidade dos circuitos eletrônicos atuais e até mesmo se tornar um "novo silício" para um tipo de computação totalmente novo, chamado spintrônica, que se espera ser o próximo salto evolutivo da informática.

Elétrons com fluxo superficial livre

Agora, os físicos Yulin Chen e Zhi-Xun Shen e seus colegas da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, usaram uma fonte síncrotron de raios X para determinar experimentalmente que o telureto de bismuto é um "isolante topológico" a temperatura ambiente.

Isolantes topológicos, que permitem o fluxo livre de elétrons em sua superfície, não são como os supercondutores e nem servem para a transferência maciça de eletricidade sem resistência. A diferença é que a classe de materiais a que pertence o telureto de bismuto consegue transferir apenas correntes muito pequenas, mas suficientes para serem utilizadas no interior dos chips.

Elétrons sem caminho de volta

Esta quase mágica é possível graças a elétrons surpreendentemente bem-comportados. O spin de cada elétron é alinhado com o movimento do elétron - um fenômeno chamado efeito spin Hall quântico e descoberto recentemente. Este alinhamento é um componente-chave na criação de dispositivos spintrônicos, componentes que vão muito além dos atuais componentes eletrônicos.

"Quando você atinge algo, normalmente ocorre um espalhamento, com alguma possibilidade [da partícula] retornar," explica o teórico Xiaoliang Qi. "Mas o efeito spin Hall quântico significa que não é possível retornar pelo mesmo caminho de ida."

É esse "detalhe" que permite que os elétrons fluam sobre a superfície do telureto de bismuto - e de outros materiais que venham a apresentar a característica de isolante topológico - virtualmente sem resistência. Os elétrons vão se chocar, mas apenas se desviarão, nunca retornando, não aquecendo o material e resultando em um fluxo de eletricidade extremamente eficiente.

Próximo da aplicação prática

E os pesquisadores descobriram que o telureto de bismuto é ainda melhor do que os teóricos haviam previsto.

"Os teóricos chegaram muito perto," explica Chen, "mas há uma diferença quantitativa. Os experimentos mostraram que o telureto de bismuto pode tolerar temperaturas ainda mais altas do que os teóricos previram. Isto significa que o material está mais próximo da aplicação prática do que pensávamos," diz o pesquisador.

Extremamente entusiasmante

E o telureto de bismuto não é um material exótico, ele forma cristais tridimensionais e pode ser crescido facilmente pelas técnicas tradicionais. A partir daí, tudo o que será necessário será dopá-lo, acrescentando elementos para lhe dar as características necessárias para a fabricação dos componentes eletrônicos desejados.

Os pesquisadores chamaram a descoberta das novas propriedades do telureto de bismuto de "algo extremamente entusiasmante." Segundo eles, o material "poderá nos permitir construir um componente eletrônico com novos princípios de funcionamento."

Bibliografia:

Experimental Realization of a Three-Dimensional Topological Insulator, Bi2Te3
Y. L. Chen, J. G. Analytis, J. H. Chu, Z. K. Liu, S.-K. Mo, X. L. Qi, H. J. Zhang, D. H. Lu, X. Dai, Z. Fang, S. C. Zhang, I. R. Fisher, Z. Hussain, Z.-X. Shen
Science
June 11, 2009
Vol.: Published Online
DOI: 10.1126/science.1173034

sábado, 20 de junho de 2009

Super-rádio inteligente imita ouvido humano

Redação do Site Inovação Tecnológica - 16/06/2009
O super-rádio inteligente que imita ouvido humano está integrado dentro de um chip que mede apenas 3 mm. Acima, destaque para a antena ligada ao aparelho (à baixo).









[Imagem: MIT/Donna Coveney]
Engenheiros do MIT inspiraram-se no ouvido humano para criar um super-rádio capaz de receber sinais de telefones celulares, Internet e televisão, além dos tradicionais sinais de rádio.
"Quanto mais eu olhava para o ouvido, mais eu me convencia de que ele é como um super-rádio com 3.500 canais paralelos," conta o pesquisador Rahul Sarpeshkar, que desenvolveu o equipamento juntamente com dois de seus orientandos.
Analisador de frequências
Ao imitar o funcionamento da cóclea, os pesquisadores conseguiram construir um rádio totalmente integrado em um chip. Por ser tão miniaturizado, ele consome pouquíssima energia, mesmo sendo, segundo seus criadores, o mais rápido analisador de radiofrequência já criado até hoje.
Os pesquisadores rapidamente requisitaram uma patente para o seu invento, de olho nas inúmeras possibilidades de aplicação da sua "cóclea artificial." Além de poder ser utilizado para captar sinais de várias faixas do espectro, como celular, Internet sem fios, FM e vários outros sinais, o aparelho poderá permitir a criação de uma nova arquitetura de rádio por software.
Versatilidade do ouvido humano
A cóclea biológica usa uma série de "truques" para converter as ondas sonoras em sinais elétricos, adequados para serem enviados para o cérebro, incluindo mecanismos fluídicos, piezoelétricos e de processamento neural de sinais.
Recentemente, um outro grupo de pesquisadores descobriu que o ouvido humano possui um motor elétrico biológico para amplificar os sons recebidos - Essa variedade de instrumentos dá uma grande versatilidade à cóclea humana, que consegue detectar sons de 100 até 10।000 Hz.




Um milhão de Hertz
Os pesquisadores foram ainda mais longe e construíram um chip que amplia essa variedade de sinais captados para uma faixa que se estende por um milhão de Hertz.
"Alguém que trabalha com rádio nunca iria pensar nisso, e alguém que trabalha só com a audição também não, mas quando você põe os dois juntos, cada um oferece insights para o outro," diz o pesquisador.
Cóclea artificial
O super-rádio, ou a cóclea artificial de radiofrequência, foi fabricado na forma de um chip que mede 1,5 mm por 3 mm. As ondas eletromagnéticas captadas passam por bobinas e capacitores que imitam os fluidos e as membranas da cóclea biológica.
A cóclea artificial é mais rápida do que qualquer outro analisador de espectro e consome 100 vezes menos energia do que seria necessária para a digitalização direta do toda a largura da banda que ela consegue captar.
Isto a torna perfeita para a construção de uma espécie de rádio cognitivo, que será capaz de captar uma grande gama de frequências e selecionar quais ela deseja receber.
Para conhecer uma outra abordagem para um sistema inteligente de rádio, Bibliografia:A Bio-Inspired Active Radio-Frequency Silicon CochleaSoumyajit Mandal, S। M। Zhak, Rahul SarpeshkarIEEE Journal of Solid-State CircuitsJune 2009Vol.: 44 - Issue 6 - 1814-1828DOI: 10.1109/JSSC.2009.

२०२०४६५

Fonte: Site Inovação Tecnológica- www.inovacaotecnologica.com.br