O Google anunciou o lançamento de um novo sistema operacional, o Google Chrome OS. De acordo com a empresa, o novo sistema operacional deverá concorrer com o Windows e o Linux nos PCs, será lançado em 2010 e se focará em três itens: velocidade, simplicidade e segurança.
“Nós estamos desenvolvendo o sistema operacional para ser rápido e leve, para que você possa iniciá-lo e entrar na web em poucos segundos”, disseram Sundar Pichai e Linus Upson, do Google.
Eles completaram dizendo que “os sistemas operacionais foram criados em uma época onde a web não existia e que esta é a forma da empresa de repensar como os sistemas operacionais devem ser”. “Nós redesenhamos completamente a arquitetura da segurança do sistema operacional para que os usuários não precisem lidar com vírus, malwares e atualizações de segurança”.
O Google vem chamando a atenção no mercado de telefones celulares nos últimos meses com o sistema operacional Android, que provou ser um bom concorrente ao iPhone OS.
Não chega a ser uma surpresa saber que o Chrome OS poderá ser executado facilmente em netbooks, laptops e PCs, mas a empresa informou que o foco inicial será o mercado de netbooks. Ele será voltado principalmente para pessoas que navegam muito na web.
Este anúncio era esperado desde que os primeiros rumores sobre o Android e o Google Chrome apareceram na web. Com o nome da empresa por trás dele e com o Android se saindo bem no mercado, isto pode ajudar a empresa a conseguir que o Chrome OS seja vendido pré-instalado em computadores de algumas grandes fabricantes.
Mural de Recados
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Google anuncia sistema operacional Chrome OS
domingo, 28 de junho de 2009
Computação quântica: cientistas avançam no controle quântico da luz
Pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, obtiveram um avanço sem precedentes no controle quântico dos fótons, os quanta, ou pacotes discretos de energia da luz. O resultado é significativo para a computação quântica e poderá eventualmente ter implicações na segurança das transações bancárias, no projeto de novos medicamentos e em outras aplicações.
Quebrando códigos criptográficos
Os governos são particularmente interessados na computação quântica por causa da forma como os bancos, e demais comunicações sigilosas, criptografam os dados atualmente. Utilizando grandes números, com centenas de dígitos, os códigos de criptografia são alterados diariamente e levaria anos de processamento na computação tradicional para quebrá-los. A computação quântica poderá potencialmente quebrar esses códigos rapidamente, destruindo os atuais esquemas de criptografia.
Armadilha de luz
Em um artigo publicado na revista Nature, os físicos Max Hofheinz, John Martinis e Andrew Cleland relatam como eles usaram um circuito eletrônico supercondutor, conhecido como qubit de fase Josephson, para preparar estados quânticos absolutamente incomuns utilizando fótons na frequência das micro-ondas. O avanço é resultado de um trabalho que se estendeu por quatro anos.
Nos experimentos, os fótons foram armazenados em uma cavidade de micro-ondas, uma "armadilha de luz", na qual a luz fica saltando de um lado para o outro entre dois espelhos. Em um trabalho anterior, os mesmos pesquisadores mostraram ser possível criar e armazenar fótons, um de cada vez, chegando a até 15 fótons armazenados ao mesmo tempo em uma única armadilha de luz - veja Componente de computador quântico é demonstrado pela primeira vez.
Simultaneidade dos estados quânticos
A nova pesquisa demonstra que é possível criar estados nos quais a armadilha de luz tem diferentes números de fótons em seu interior, ao mesmo tempo. Por exemplo, ela pode ter, simultaneamente, zero, três e seis fótons.
A medição do estado quântico por meio da contagem dos fótons armazenados força a armadilha a "decidir" quantos fótons há em seu interior; mas, antes da contagem, a armadilha de luz existe em uma superposição quântica, com todos os três resultados sendo possíveis.
Tentando explicar a simultaneidade paradoxal dos estados quânticos, Cleland afirma que é como ter um pedaço de bolo e comê-lo - não uma coisa depois da outra, mas as duas ao mesmo tempo.
"Esses estados superpostos são um conceito fundamental na mecânica quântica, mas esta é a primeira vez que eles foram criados com luz de forma controlada," explica Cleland.
Conversor quântico digital para analógico
"Pode-se pensar nesse experimento como um conversor quântico digital-para-analógico," complementa Martinis. Como os conversores digital-para-analógico são componentes-chave nos equipamentos clássicos de comunicação - por exemplo, produzindo as ondas sonoras em um telefone celular - este experimento poderá permitir a criação de protocolos de comunicação mais avançados para a transmissão de informações quânticas.
Os cientistas afirmaram que sua pesquisa é um passo importante para a construção de um computador quântico, que terá aplicações na criptografia de dados e na solução e na simulação de problemas difíceis demais para serem domados pelos computadores tradicionais.
sábado, 27 de junho de 2009
Microsoft considera venda do Windows 7 em pendrives
Agora que os netbooks estão populares e bem definidos, e às vésperas do lançamento de um novo Windows, a empolgação e expectativa das pessoas em torno da relação entre os dois, netbooks e Windows 7, são grandes. Em termos de desempenho, vários testes mostraram não haver problemas. O único ponto que ainda custa alguns cabelos do pessoal de Redmond é a instalação.
Desde o Windows 95 o sistema operacional é distribuído via mídia óptica. Primeiro o CD, depois, DVD. O problema é que praticamente todos os netbooks vêm sem leitor de DVDs. Assim, é preciso recorrer a um drive externo, pouco comum, ou então a gambiarras fora do alcance de usuários normais.
Para contornar esse problema, uma fonte da CNET disse que a Microsoft estaria cogitando a comercialização do Windows 7 em pendrives. Portas USB todos os netbooks possuem, e capacidade para “bootar” a partir delas também. Seria uma forma de contornar essa limitação dos netbooks sem causar transtornos extras aos consumidores, ávidos por substituir o cansado Windows XP por um sistema mais novo e tão leve quanto.
Não há confirmação oficial ainda, o que deixa a questão no ar। Mas, que seria uma boa, isso seria.
Fonte: Gizmodo.
quarta-feira, 10 de junho de 2009
40 (bons) aplicativos grátis com menos de 1 MB
OmZiff (408Kb) - Protecting sensitive data with encryption is never a bad idea. While OmZiff doesn't have the massive featureset of TrueCrypt, it's one-tenth the size and provides all the essential functions and includes a file shredder and password generator.
Fling (230Kb) - Those cheap hard drives make an excellent place to back up and archive your files. Fling not only handles drive-to-drive sync, but it also plays well with FTP servers and USB flash drives. It's one of my favorite discoveries this year.
Ammyy Admin (548Kb) - While it lacks TeamViewer's speed and bonus features, Ammyy still provides firewall-friendly remote control. There are no ports to open, and if trust is an issue you can run your own Ammyy router (85Kb) instead of using theirs.
HydraIRC (949Kb) - The installer pushes HydraIRC over 1MB, but the portable version squeaks in under the wire. Features a tabbed interface, skin support, DCC chat and transfers, channel monitoring, and loads more.
Wakoopa (309Kb) - A fun (and informative) social app, Wakoopa tracks your application usage and lets you see what programs other users are running. It's a great way to discover apps you may not have tried before.
CintaNotes (365Kb) - drop it on your Flash drive, and CintaNotes provides an excellent way to collect snippets, links, and any other text data. It supports tagging and search-as-you-type.
CCleaner (979Kb) - One of the best file and registry cleanup tools around, and the portable version still still weighs in under 1Mb.
Process Lasso (544Kb) - Gives you better control over the processes running on your system. If you're typically using loads of applications at once, Process Lasso can help keep your system running smoothly. Tweak things manually, or let ProBalance do the work for you.
segunda-feira, 1 de junho de 2009
A entrevista foi pautada, basicamente, por uma seleção de perguntas enviadas pelos leitores do WinAjuda. Abaixo, um resumo das respostas dadas por ele, divididas em onze tópicos, cada um referente a uma pergunta.
Achei que essa pergunta seria um tiro na água, mas me enganei. O Windows 7 custará o mesmo que, hoje, o Windows Vista custa. A notícia pode ser boa ou ruim, dependendo de quem a lê.
Um ponto no qual Ricardo bateu muito foi na forma mais barata de se comprar Windows: pré-instalado em computadores novos. Ele não relevou (e nem podia) valores, mas disse que o Windows vendido em regime OEM para fabricantes é muito mais barato que a versão que chega ao varejo. Como exemplo, citou computadores populares, completos, inclusive com monitor e licença do Windows, e que custam R$ 800,00. Fica a dica!
Sobre o lançamento, não há data definida ainda, nem se ele será mundial, ou seja, se teremos os 36 principais idiomas sendo lançados no mesmo dia. Existe a possibilidade do lançamento acontecer em “ondas” (waves), tal qual o Release Candidate e Service Packs, mas há fortes chances do Windows 7 pt-Br sair junto com o americano.
Concorrência com Linux e pirataria decorrente
A pirataria em decorrência de PCs comprados com Linux que são “convertidos” para Windows pirata é um grande problema tanto para a Microsoft, quanto para o consumidor. O que esse perde é a garantia: a Microsoft não pode concedê-la por tratar-se de sistema pirata, e o fabricante do equipamento se excusa do serviço porque a troca do sistema, geralmente, implica em perda de garantia.
O que a Microsoft fará, no sentido de diminuir esse cenário - segundo Ricardo, 9 em cada 10 PCs vendidos com Linux são “convertidos”, será trabalhar com conscientização. Não só a do consumidor, mas de toda a cadeia de vendas, incluindo o vendedor. O primeiro ponto é mostrar que o Windows é melhor que a concorrência. O segundo, evitar que um mercado paralelo que está já muito forte, o de “conversão” de computadores Linux para Windows, se estabeleça.
Por fim, o WGA cumpre o papel de remédio, tentando legalizar quem já usa Windows pirata. O preço das licenças vendidas via WGA não é tão atraente quanto as das OEM, mas não deixa de ser uma forma de sair da ilegalidade.
Drivers de dispositivos legados
Muitos donos de GeForce FX estão furiosos com a NVIDIA. Isso porque seus drivers específicos para o Windows 7 não suportam essa série, que é antiga, sim, mas ainda atende os requisitos do Windows, inclusive do ambiente Aero.
Ricardo disse que, desde o início do desenvolvimento de um novo produto, a Microsoft atua em parceria com fabricantes de hardware e software. Não há barreiras, nem nada do tipo. Tudo quanto for possível, é feito, no sentido de proporcionar às fabricantes oportunidades de atualizarem seus produtos para a nova versão.
Só que isso é uma faca de dois gumes. Ao mesmo tempo em que uma fabricante pode criar drivers para dispositivos legados, ela pode deixá-los sem suporte, forçando o usuário a ter que comprar um novo. É uma tática um tanto quanto “desleal”, mas a Microsoft está de mãos atadas, pois ela não produz drivers.
Ainda assim, no Windows 7 a questão dos drivers está sendo tratada com muito cuidado, já que essa área foi uma das mais problemáticas no lançamento do Windows Vista. Espera-se que os problemas decorrentes de drivers sejam bem menores no lançamento do Windows 7.
Opções de upgrade e Anytime Upgrade
Infelizmente, essas opções ainda não estão confirmadas.
Se a tradição local valer [e aqui sou eu, Rodrigo, que estou dizendo], provavelmente teremos opções de upgrade, licenças mais baratas para serem instaladas em cima do Vista e, quem sabe, até do XP.
Sobre o Anytime Upgrade, é um programa de atualização de edição (p. ex., Windows 7 Home Premium para Professional) que existe nos EUA e em alguns outros países desde o Vista. Ricardo disse que a Microsoft Brasil ainda estuda a viabilidade dessa modalidade de upgrade no Brasil.
Atualização gratuita para quem comprar o Windows Vista
É muito comum no mercado de sistemas operacionais, uma empresa oferecer, próximo do lançamento de uma nova versão, a opção de atualização gratuita. No Windows 7, provavelmente, não será diferente. Porém, como não existe data de lançamento da versão final confirmada ainda, a data em que essa proposta passa a valer também é incerta.
Um ponto interessante e desconhecido que Ricardo comentou foi o funcionamento desse tipo de promoção. A Microsoft dá as ferramentas, mas cabe ao integrador OEM decidir se participa da promoção ou não. Ou seja, não é a Microsoft que impõe essa opção de upgrade gratuito a todos, mas sim a Dell, Sony, Toshiba, Acer, etc. E o upgrade pode tanto ser gratuito, quanto custar uma pequena taxa. Novamente, cabe ao integrador essa decisão.
Sistema anti-pirataria do Windows 7
Continua como o do Windows Vista, inclusive com o modo reduzido de funcionalidade, após trinta dias de instalação sem que uma CD-Key válida tenha sido inserida.
Existirão diferenças sutis, no que toca os processos ativação e validação, que serão mais rápidos.
64 bits
Continua a mesma regra do Windows Vista: quer seu sistema 64 bits? Ligue para a Microsoft e peça. Exceção apenas da edição Ultimate, que vem com as duas, 32 e 64 bits, na caixa.
O motivo dessa decisão é evitar confusões. A arquitetura 64 bits ainda não está madura o suficiente para o grande público, de modo que haveria mais transtornos e confusões em relação às duas edições do que benefício efetivo. Talvez no Windows 8?
Windows Vista - 7 igual Windows 2000 - XP?
Segundo Ricardo, essa comparação é especulação. O Windows 7 não é o primeiro e nem será o último Windows (Windows 8 confirmado? ). O Vista, apesar da má fama, cumpriu várias metas da Microsoft: inovação, entrega do produto, expectativa de vendas. A intenção é que o Windows 7 siga o mesmo caminho, e a julgar pela recepção das versões Beta e RC, ele tende a fazer muito sucesso.
Windows 7 Ultimate
Sem Ultimate Extras, e com acumulo de funcionalidades entre versões, quais os diferenciais? A edição Ultimate é a equivalente no varejo da Enterprise, que só é comercializada em licenças de volume. Ela traz todos os recursos de todas as edições do Windows, além de outros exclusivos. Segundo foi passado, são esses os recursos:
BitLocker e BitLocker To Go;
Virtualização aprimorada;
App Locker (bloqueio de determinados programas);
Brandcast (herdado do Windows Server 2008 R2, uma espécie de sistema peer-to-peer para redes com filiais espalhadas em vários locais distantes);
Direct Acces (VPN);
Language Packs.
Somente heavy users terão interesse nessa edição. A expectativa é que as atenções fiquem, mesmo, nas Home Premium e Professional.
Programas no Windows 7
A certa altura, perguntei ao Ricardo como ficariam os programas removidos do Windows, como o Windows Live Essentials, além de outros da Microsoft que complementam a experiência de uso, como o Windows Live OneCare (agora Morro) e Windows Virtual PC.
Esses programas são disponibilizados a integradores OEM sob a forma de OPK (OEM Preinstallation Kit). Ou seja, hoje, se a Positivo, por exemplo, quiser colocar o Windows Live Essentials em seus computadores, ela pode fazer através do OPK desse programa. Alguns, como do Essentials, são gratuitos, outros, são pagos.
O sonho da Microsoft é que integradores façam uso de todos os OPKs possíveis, para garantir ao consumidor a melhor experiência de uso possível. O problema é que esses programas extras encontram algumas barreiras nas fabricantes, afinal, dá para baixá-los de graça na Internet. Mas a opção existe, portanto, não estranhe se ver, no mercado, computadores sendo vendidos com o Windows Live Messenger pré-instalado.
Bônus: Morro
Ao fazer a pergunta acima, Ricardo me perguntou o motivo do antivírus da Microsoft se chamar “Morro”. Acredite ou não, o nome é mesmo brasileiro, vem de “Morro de São Paulo”.
A história é a seguinte: a Microsoft Brasil estava estudando a possibilidade de lançar o Windows Live OneCare aqui, só que encontrou alguns problemas no sistema que inviabilizavam esse lançamento. Os executivos brasileiros, então, mandaram algumas sugestões de mudanças no OneCare para Redmond. As ideias foram tão bem aceitas por lá, que a sede mundial da Microsoft decidiu descontinuar o projeto OneCare, e trabalhar em cima das sugestões brasileiras, a fim de lançar um novo produto. Para homenagear o Brasil, berço do Morro, deram a ele esse codinome. Legal, não?
E foi isso. Ainda teve outra pergunta, sobre netbooks e Windows 7 Starter, mas ela basicamente já foi respondida neste post. Espero que tenham gostado, e que as informações sejam úteis. A entrevista foi bem tranquila e divertida, e na medida do possível, realizaremos outras no futuro. Quaisquer dúvidas, os comentários estão aí para isso.
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sábado, 30 de maio de 2009
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Editora: Laércio Vasconcelsos
Idioma: Português
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